Humberto Matos (publicado originalmente em 15/07/2018)

John Maynard Keynes mudou o rumo da ciência econômica ao abrir margem para a concepção de moeda como dívida pública. Introduziu uma série de mudanças que alteraram o paradigma capitalista e, momentaneamente, salvou o capitalismo de si mesmo.

Keynes era um liberal, um marshaleano da tradição marginalista(1). Entretanto, ele conseguiu compreender que a moeda não é neutra no capitalismo, compreendeu que a relação produção-circulação-valor é a base do que garante os ganhos que fazem o capitalismo existir e se manter. Compreendeu que a demanda é função da renda e que os preços são rígidos. Cito isso para ilustrar algumas das determinações encontradas por Keynes para além do espantalho infantil da “impressão de dinheiro”, que infelizmente cresce e se tornou o que chamo de “keynesianismo vulgar da internet”. Ele percebeu que a moeda necessita de valor e o que ao cabo, o valor da moeda é o que a economia é capaz de produzir. E que para produzir, o segredo encontra-se na demanda que só se mantém se houver crescimento, ou seja, se nunca cessar a circulação das mercadorias.

Há aí uma junção de concepções da economia vulgar sob um novo arranjo e uma nova interpretação que deu margem para a economia criar uma espécie de taxonomia – que será introduzida depois: a ideia de expectativas(2).

Ao estabelecer a moeda como dívida pública, não Keynes, mas o mercado, tornou-se evidente que o dinheiro e, portanto, o fenômeno da inflação, deixou de se comportar como uma mercadoria. O dinheiro no capitalismo nunca foi uma mercadoria. Quando se deixou de trocar mercadorias por mercadorias sem a opção do intermédio do dinheiro é que passamos a ter capitalismo. Ou seja, essa noção de que oferta e demanda determinam o preço da moeda, na verdade, não tem impacto determinante sobre a mesma em uma economia de mercado(3).

A proposta keynesiana é deveras limitada. Não analisa a estrutura que dá origem ao valor social, não observa as relações sociais que se criam no estabelecimento desta configuração, nem consegue perceber o tempo e o meio como influência determinante diante de qualquer realidade material. Contudo, Keynes conseguiu o que os demais economistas liberais não haviam conseguido: uma teoria monetária válida que consegue descrever parte do movimento do real.

Os liberais não tem uma teoria monetária. Verdadeiramente, não. Há uma interpretação da moeda como mercadoria. O que fizeram foi estabelecer a Teoria Quantitativa da Moeda para explicar como o dinheiro se comporta em meio a sociedade mercantil capitalista(4).

Desde que o capitalismo deixou de ser um mero jogo de trocas de figurinhas, ou seja, desde que ele se estabeleceu – porque jogo de troca de figurinhas não é capitalismo – a TQM não explica a moeda. A moeda é um representante do valor, não é o valor. A moeda é um mito, um mito de um mito que é o dinheiro(5). A moeda é um papel que pode e é reproduzido. Nenhuma nação controla a oferta de moeda, não em absoluto, e no máximo no curto prazo(6). Nem nos tempos do padrão ouro era possível controlar. Talvez houvesse sim mais meios, porém além de não ser possível, jamais foi desejável em virtude de ser também esse tal crescimento (da oferta de dinheiro) um dos determinantes da expansão da atividade capitalista(7).

David Hume desenvolveu a TQM a partir do que havia a seu tempo(8). Um capitalismo embrionário, metalista onde nem mesmo as nações que empreenderam no capitalismo estavam consolidadas. A questão é que a partir de então, essa é a teoria que embasa a tradição liberal(9). Claro, no estabelecimento do capitalismo – a ferro e fogo – as nações que estavam nesta empreitada, sabiam exatamente como desenvolver seus mercados: proteção do setor de rendimentos crescentes e do mercado interno, inovação e controle de alguma matéria prima importante. A chamada “renda tripla”. 
O que ocorre, é que os manuais padrões não trazem o desenvolvimento histórico do capitalismo, trazem a matematização enviesada do mesmo, optando por mostrar um desenvolvimento da economia olhando para si própria, digo, os pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento econômico encontravam-se nos países onde ele havia se estabelecido e seus estudos, daí em diante, basearam-se neles olhando para eles mesmos(10). Os economistas vulgares, desde sempre, somente se dedicaram a tentar desenvolver este sistema de produção e circulação e fazê-lo trabalhar com crescimento e equilíbrio sem jamais questionar seus fundamentos(11).

Após o período de estabelecimento das nações continentais capitalistas: Inglaterra, França e Estados Unidos, o capitalismo assumiu sua necessidade de manter os retornos crescentes em escala crescente. Neste ponto, toda a tradição que vinha lá de Serra e que se consolidou com List – já que Marx se transformou em algo que as nações não podiam tolerar – foi subjugada. As mesmas nações que se apropriaram do modelo de List para se desenvolver, sabiam exatamente que para continuar se desenvolvendo sem deixar que as demais nações que iam se unificando os ameaçassem em sua disputa por hegemonia, impuseram, enquanto disputavam entre si por mercados, uma estratégia de dominação econômica que, entre outras coisas, estabeleceu a teoria ricardiana como modelo, impondo o esquecimento do modelo de List(12).

A teoria ricardiana, que vem do “alerta de Malthus”(13), estabelece que setores de retornos decrescentes poderiam provocar desenvolvimento. A lógica é simples: vai faltar comida se não produzirmos mais, já que a crescente população está demandando cada vez mais comida. Naquele momento isso parecia razoável diante das tecnologias de produção existentes e da taxa de natalidade e de expectativa de vida à época(14).

A Europa havia passado por várias situações que reduziram sua população após a crise do feudalismo que foi essencialmente uma crise populacional, e foi neste momento que germinou o capitalismo. Foi assim que retornos crescentes baseados na inovação geraram riqueza nos primeiros nichos capitalistas como Veneza, Gênova e Países Baixos(15). 

De Malthus veio Ricardo, e Ricardo, ao criar a primeira formalização de um “modelo econômico”. Criou a ferramenta para justificar a exploração colonial necessária para, não só o convencimento político durante as disputas com os locais na Ásia, África e Novo Mundo, como para agir na diplomacia no continente europeu diante das nações que não se estabeleceram neste período, como Itália e Alemanha, e nas que estavam estabelecidas mas foram convencidas a não fazer o que fizeram Inglaterra, França e Holanda – no caso, às Coroas Ibéricas. 

O ouro, a escravidão e os ganhos de mercado gerados pela colonização construída pelas baionetas, garantiram que esse modelo funcionasse até o momento em que se tornou impossível impedir a eclosão dos processos de independência nas colônias. Ou seja, novas nações, novos entes a buscarem soberania econômica e inserção neste mundo capitalista.

Obviamente que neste processo, as independências não acabaram com a exploração. A desigualdade de poder econômico provocava uma desigualdade de poder político de barganha entre as jovens nações e as já bem estabelecidas. A exceção foi os Estados Unidos. Lá, devido a uma conjunção de fatores, que talvez os principais possam ter sido a forma de colonização organizada pelos ingleses no norte, e mais tarde, a influência francesa no processo de independência, colocaram os Estados Unidos numa situação onde não houveram prejuízos da mesma ordem que nas demais emancipações no Continente(16).

Os estadunidenses sabiam exatamente como se desenvolver e não foi através do modelo ricardiano – ao menos não enquanto não obtiveram competitividade extra preço. O fato é que o modelo ricardiano sempre foi ferramenta ideológica, assim como o modelo de Samuelson que baseou o Consenso de Washinton, e que nada mais é que a derivação do proposto por Ricardo(17).

Mas voltando, uma vez estabelecidas as nações modernas, uma vez que os Estados Unidos também utilizando da mesma ferramentaria que desenvolveu Holanda e posteriormente Inglaterra e França, a economia, na academia, continuou a debater o capitalismo, a pesquisar. Neste período a tradição ricardiana suplantou completamente o modelo de List. De Ricardo se chega a Marshall e de Marshall à Keynes. Ainda estamos bem antes de Keynes.

Toda essa tradição é o que conhecemos por “liberalismo clássico”, os pais ou avós do “free trade”. Se este foi o modelo que floresceu academicamente – não coincidentemente foi na Inglaterra – onde formaram-se as mais conceituadas Faculdades de Economia que ditavam os viéses que, convenhamos, vinham a calhar para as demais economias desenvolvidas como o demonstrado atualmente por Reinert, Chang, Piketty, Keen, Hudson e outros. 

O mundo capitalista, pela baioneta ou pela diplomacia (ou ambos), seguiu estas regras e princípios. Entre 1870 e 1929, ao menos, foi assim, e então as crises tornaram-se cada vez mais constantes até que em 1929, o sistema não suportou mais(18).

É aí que entra Keynes.

Keynes estava desenvolvendo sua teoria. Foi neste momento que ele conseguiu perceber os buracos existentes no capitalismo (que não era mais aquele capitalismo nascente de Serra, List, Smith e Ricardo) era um capitalismo estabelecido. Neste capitalismo estabelecido não cabia mais nem o modelo de List(19), nem o modelo de Ricardo. Ele, ao perceber as características da moeda, do efeito da demanda, da importância da circulação, da manutenção do valor e do caráter simbólico da moeda, finalmente conseguiu criar um modelo que era compatível e capaz de explicar a realidade com menos distorções. 

Foi esse o modelo responsável por salvar o capitalismo de si mesmo desde dos anos trinta do século XX até mais ou menos 1980(20).

Alguns parágrafos acima eu citei Marx como algo intolerável. Por quê?

Marx viu os mesmo buracos no capitalismo vistos por Keynes quase cem anos antes, antes mesmo do capitalismo chegar ao nível de desenvolvimento que era observável por Keynes.

Marx fez as mesmas identificações que Keynes em vários pontos, mesmo partindo de uma perspectiva absolutamente diferente. Marx identificou a moeda. No caso, ele se refere como “dinheiro”, que embora não seja absolutamente a mesma coisa, a essência (que é o fato de possuir valor) é o que interessa aqui, como uma mercadoria especial no capitalismo. Vejam, mercadoria “especial”, jamais uma mercadoria como os liberais antes de Keynes argumentavam – e que uma parte dos liberais utilizam como argumento até hoje. Especial porque é o melhor representante do capital. A moeda, para ser o melhor representante do capital, necessita carregar consigo o valor, uma vez que o capital em sua dinâmica produz mais valor. Aí já temos o primeiro ponto. Tanto para Marx como para Keynes, a moeda/dinheiro, só se constitui enquanto tal se tiver valor, se for “reserva de valor”.

Para Marx o valor se constitui no trabalho socialmente útil empregado na produção da mercadoria, o resto é preço. Para Keynes o valor da moeda depende da produtividade da economia forçada a trabalhar com a moeda em questão. Para Marx, o dinheiro representa o valor social, porque é através dele que a circulação ocorre, e sem circulação, sem reprodução do capital, sem reprodução, portanto sem capitalismo. Então vejam no modelo marxista, o valor se constitui na dinâmica que reproduz o capital, desta forma envolve produção, circulação e reprodução. Sem o dinheiro para transformar duas mercadorias desiguais em iguais, não haveria a troca e nem a possibilidade de existência do capitalismo. Dinheiro é meio de troca em Marx. E se o dinheiro consegue transformar dois desiguais em iguais e quantificar o valor através dos preços, podemos dizer que para Marx, dinheiro também é unidade de conta, uma vez que as mercadorias são trocadas por seus respectivos preços e estes são expressos no principal representante do capital, que é o dinheiro. 

Então percebam, dinheiro em Marx é meio de troca, unidade de conta e reserva de valor, pois o valor se encontra no capital e o dinheiro é o que melhor o representa. Mas não para por aí. Se na constituição do capital, a produção é parte constituinte, podemos dizer que em Marx, o valor do dinheiro depende da produção. Então temos uma incrível correlação, tanto em Marx quanto em Keynes, onde o que dá valor ao meio de troca é a produção, e não bastando isso, a definição de moeda em Keynes é exatamente: meio de troca, unidade de conta e reserva de valor(21).

O que venho demonstrando aqui é exatamente o que Marx viu a seu tempo, e que as nações que eram as responsáveis por desenvolver o capitalismo naquele período também sabiam: que o valor social se constitui na produção, na circulação e na reprodução do capital. O que se construiu pela economia vulgar – representada pela produção acadêmica mainstream – foi uma forma de buscar formalizar uma teoria política baseada na construção de modelos econômicos que buscam prever o que ocorre entre economias desenvolvidas, o que ocorre num nível cada vez maior de abstração, nas relações de produção e distribuição entre agentes econômicos cada vez mais específicos, ou seja, pesquisas para estabelecer melhores entendimentos sobre relações micro-econômicas(22).

O fato é que essas pesquisas se deslocaram completamente do que vinha ocorrendo em termos macro-econômicos e essa total cegueira, em um mercado que se tornava cada vez mais mundial e complexo e que operava sem nenhuma, ou no mínimo, com uma base teórica precária, já que a mesma não explicava os fenômenos da realidade e era construída a partir de uma matematização, o que a torna alto referenciada quando desprovida de taxonomias que possibilitem mitigar as distorções da tentativa de transformar em valores absolutos, aquilo que é em essência físico e humano e passível de toda a passionalidade e sazonalidade(23). Essa falta de referência, causa e produto de interesses político-econômicos, provocou as constantes crises até a paralisia completa do sistema em 1929(24).

O que a teoria keynesiana fez foi deslocar a economia mainstream da fantasia para realidade, e assim, salvar o capitalismo daquilo que ele criou como ferramenta de dominação das nações que saíram na frente no processo de estabelecimento do modelo econômico que temos até hoje. Keynes fez isso encontrando as mesmas propriedades no capitalismo que Marx encontrou quase cem anos antes, só que com um detalhe: jogando convenientemente para baixo do tapete o que Marx descobriu a partir de descobrir essa mecânica que Keynes identificou também. A Exploração e a consequente contradição de uma sociedade que tem como pedra fundamental a liberdade, mas que na realidade só existe em função da exploração do trabalho(25).

Keynes tratou de corrigir o que se fazia no que diz respeito a esfera da produção, circulação e reprodução, para que o modelo continuasse funcionando. Ele só não questionou o mecanismo que gera crescimento econômico, ou seja, o mais valor social. Também não questionou as condições que estabeleceram as relações que formaram a estrutura social que divide a sociedade em burguesia e proletariado(26). Aliás, esses termos sequer são significativos. Como isso foi possível?

Na verdade é bastante simples, basta não estabelecer distinção entre valor e preço. Keynes é marshaleano e, desse modo, não consegue estabelecer uma definição mais rica em determinações em relação a categoria capital, que Marx. A diferença entre valor e preço, para os marginalistas, na prática, não existe(27). Transformar valor em preço elimina a percepção do mecanismo que gera o mais valor. É uma visão, influenciada por um certo cartesianismo, que não percebe que isso se trata apenas da dinâmica de uma parte do processo, sem ver que essa dinâmica é fluido da uma dinâmica anterior que produz as condições em que se da esta dinâmica. É nessa dinâmica anterior, que na verdade é parte constituinte deste processo, que ocorre a exploração do trabalho. Essa é a importância fundamental de Marx para o entendimento do capitalismo. Ele analisou a totalidade do objeto em O Capital, e ao analisar a totalidade do objeto encontrou as mais ricas determinações sobre a sua verdadeira forma de constituição e reprodução na sociedade mercantil capitalista(28).

É claro que Marx, ao perceber a parte mais concreta da materialidade – do que a relação produção-circulação identificada por Keynes – partiu para um nível maior de abstração por identificar a dinâmica como parte constituinte da forma de seu objeto, o capital.

Ao determinar a totalidade das categorias de seu objeto, Marx chegou a um nível de abstração que Keynes não queria chegar. Keynes salvou o capitalismo, este sempre foi esse seu objetivo. Marx, ao compreendê-lo, percebeu a contradição de um modelo ser baseado na liberdade mas que depende da exploração, e concluiu o óbvio: não se deve (se o objetivo é uma evolução do arranjo social que nos sustenta), salvar o capitalismo, pelo contrário, deve-se superá-lo.

A mensagem que fica é que Keynes, para salvar o capitalismo, utilizou de parte da constituição do capital identificada por Marx quase cem anos antes. Ele só “esqueceu” de mencionar o principal. Que a justificativa moral de um arranjo social não pode funcionar baseando-se ao mesmo tempo na liberdade e na exploração. Assim, concluo dizendo que Marx salvou o capitalismo cem anos antes de Keynes, não é curioso?

REFERÊNCIAS:

(1)Gazier, Bernard. John M. Keynes – Série L&PM Pocket Encyclopaedia;

(2)Keynes, J. Maynard. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda;

(3)Tobin, James. Money, Capital and other Stores of Value.

(4)Friedman, Milton. The Quantity Theory of Money – A Restatement;

(5)Sayad, João. Dinheiro: Dinheiro, inflação, desemprego, crises financeiras e Bancos;

(6)Sargent, Thomas J. & Wallace, Neil. Some Unpleasant Monetarist Arithmetic;

(7)Hobsbawn, Eric. A Era do Capital;

(8)Hume, David. Of Money & Of Interest;

(9)Samuelson, Paul A. Introdução à análise econômica, volumes I e II;

(10)Reinert, Erik S. Como os pa

(11)Marx, Karl. Manuscritos Econômicos-filosóficos;

(12)Chang, Ha-Joon. Chutando a Escada: A estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica;

(13)Malthus, Thomas. Segundo Ensaio;

(14)Ricardo, David. Princípios de Economia Política e de Tributação;

(15)Backman, Clifford R. The Worlds of the Medieval Europe;

(16)Hobsbawm, Eric. A Era dos Impérios;

(17)Arrighi, Giovanni. O Longo Século XX;

(18)Shaikh, Anwar (org). Globalization and the Myths od Free Trade: History, theory and empirical evidence.

(19)List, Friedrich. Das Nationale System der Politischen Oekonomie.

(20)Blyth, Mark. Austeridade, a história de uma ideia perigosa.

(21)Marx, Karl & Engels, Friedrich. O Capital, volumes I, II e III & Marx, Karl. Salário, preço e lucro;

(22)Keen, Steve. Debunking Economics;

(23)Hudson, Michael. Killing the Host;

(24)Galbraith, John Kenneth. 1929 – A Grande Crise;

(25)Ferreira, Carla, Osorio, Jaime & Luce, Mathias (org). Padrão de reprodução do capital.

(26)Marx, Karl. Formações econômicas pré-capitalistas;

(27)Menger, Princípios de Economia Política;

(28)Harvey, David. Para entender O Capital, volumes I e II.

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